Antigamente era diferente. Basta recordar para perceber que a vida tinha outro ritmo, outra conduta e uma convivência que hoje quase desapareceu. Pequenas coisas do quotidiano faziam parte de uma verdadeira aprendizagem de cidadania, sem necessidade de aprender na escola.
O que se via antigamente:
- Gatos nos telhados. Eram parte natural da paisagem urbana.
- Matilhas de cães a conviver, uns com dono, outros não. Habitualmente, os que tinham dono usavam coleira.
- Crianças a ajudar velhinhas a transportar os sacos das compras. Muitas vezes ajudávamos de má vontade, mas ajudávamos! Porque se alguma se queixasse aos nossos pais, estávamos tramados lá em casa. Era uma verdadeira aula de cidadania fora da escola.
- Mercearias em todas as ruas. De 50 em 50 metros havia uma. Funcionavam como uma autêntica rede social, sempre atualizada, com notícias e novidades frescas.
- Muita gente na rua. Muitas crianças a brincar. “Miúdos doidos” a chutar a bola contra a parede – às vezes sem querer, contra os carros. (“Doidos” entre aspas, porque eu era um deles.)
- Muitos polícias em ronda, constantemente presentes. Para putos traquinas como nós era aborrecido, mas olhando para trás, eram essenciais para a sensação de segurança e moderação.
- O senhor resmungão da manutenção nos organismos e escolas. Senhor que resmungava de tudo e de todos, mas consertava sempre o que era necessário.
Antigamente era diferente, havia mais proximidade, mais presença humana, maior sentido de comunidade. Não era perfeito, mas era assim a vida daquele tempo.
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